Mais do que uma complicação do Diabetes, o pé diabético é a principal causa de amputação do membro inferior, por isso deve ser considerado como uma situação clínica bastante complexa. Os principais fatores de riscos são a limitação da mobilidade da articulação e neuropatia periférica, uma alteração nos nervos que causa, por exemplo, alteração na sensibilidade dos pés e tornozelos.
O tratamento deve ser especializado e deve contemplar um modelo de atenção integral: educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global, sempre com o objetivo de prevenir e a restaurar a função da extremidade.

As úlceras nos pés e as amputações dos membros inferiores são complicações muito graves e de alto custo para o paciente e para a sociedade, estando associadas freqüentemente à alta morbimortalidade e elevadas taxas de recorrência. As feridas complicadas requerem abordagem interdisciplinar, realizada por equipe treinada e familiarizada com a abordagem do pé diabético.

Um verdadeiro “Programa de Prevenção e Tratamento do Pé Diabético”, não se restringe à troca de curativos, ao corte adequado das unhas e à sugestão do uso de calçados, nem tão pouco é contemplado por opções terapêuticas isoladas e ditas milagrosas. Obrigatoriamente, deve ser um programa extremamente abrangente e complexo, que conte com equipe efetivamente treinada, integrada e literalmente comprometida com a saúde e qualidade de vida do indivíduo e da sociedade.

Fábio Batista – Coordenador da Clínica de Tratamento Ortopédico do Pé Diabético

Publicado em: 27/10/2011 18:20
Fonte: http://blog.einstein.br/post.aspx?id=215