Introdução

As estimativas mostram que existem 10 a 12 milhões de pacientes adultos com diabetes no Brasil, e provavelmente um número semelhante de casos não-diagnosticados(1). Noventa por cento dos casos são diagnosticados em adultos(2). Um em quatro apresentam sinais de neuropatia periférica(3-4). A incidência de neuropatia periférica aumenta dez anos após o diagnóstico, quando o controle glicêmico está aquém do ideal(3,5-6). Pecoraro mostrou que a neuropatia periférica era um fator associado em 61% das amputações de extremidades inferiores associadas a diabetes; este autor calculou que 86% destes procedimentos poderiam ser evitados(4-14). A educação abrangente dos pacientes quanto aos cuidados específicos com o pé diabético, os cuidados com a pele e unhas, e um programa para o uso de calçados terapêuticos, tem mostrado uma redução significativa do risco de amputação(2,8-9,15-25). Programas governamentais mostram que são capazes de reduzir a morbidade associada ao pé diabético, bem como dice de amputações das extremidades inferiores, em países com população de pacientes atendidos precariamente pelos serviços de saúde(13-14,20-22,26-28). Os calçados terapêuticos têm um papel importante na redução potencial da morbidade(8,11,13,18).